Clube de Espectadores
O Clube de Espectadores é um espaço de encontro, partilha e reflexão destinado a pessoas da região de Alcanena que desejam aprofundar a sua relação com as artes performativas. Ao longo do último trimestre de cada ano, acompanha um conjunto de espetáculos apresentados no Cine-Teatro São Pedro de Alcanena, bem como partilhas abertas de processos artísticos em curso.
O clube procura criar uma comunidade temporária de espectadores unida pelo prazer de ver, escutar e discutir o mundo a partir das obras artísticas. Algumas sessões são antecedidas por momentos de preparação para o espetáculo — um aquecimento do olhar e da escuta a partir de elementos presentes em cada criação. Após as apresentações, conversas informais com participantes, e por vezes com artistas, prolongam a experiência, abrindo espaço para a troca de perspetivas, questões e leituras.
O Clube de Espectadores dá continuidade ao projeto Ver no Escuro, desenvolvido pela Materiais Diversos desde 2017, reforçando o compromisso da estrutura com a formação de públicos críticos, curiosos e participativos.

A edição de 2026, entre setembro e dezembro, terá orientação e moderação de Nuno Preto, que acompanhará também a oficina RadioAtiva (rádio escola) com os 7.º anos do Agrupamento de Escolas de Alcanena, promovendo o cruzamento de gerações, experiências e formas de pensamento.

Clube de Espectadores ©Dinis Santos

Clube de Espectadores com Gaya de Medeiros, festival materiais diversos 2025 © Dinis Santos
2026
Clube de Espectadores com Nuno Preto
No segundo semestre de 2026, o Clube de Espectadores regressa com um novo formato, entre espetáculos programados pelo Cine-Teatro São Pedro de Alcanena e pela Materiais Diversos.
O Clube de Espectadores inicia-se a 11 de outubro, com o espetáculo Baile Mecânico, de Andresa Olímpio, criado com participantes da comunidade local. A 24 de outubro, o Clube acompanha as partilhas de alguns dos artistas em residência no fim de semana materiais adversos e o espetáculo Fantasie minor, de Marco da Silva Ferreira, apresentado na Praça do Coreto, em Minde. Por se tratarem de trabalhos ainda em processo de criação, e não de espetáculos finalizados, estas partilhas oferecem às pessoas participantes a oportunidade de acompanhar mais de perto o processo artístico e contribuir para a conversa e o feedback que fazem parte da própria criação. A 6 de novembro, o percurso continua no Cine-Teatro São Pedro, em Alcanena, com Piny e a apresentação de a.travessa.da. Para encerrar o ano, o último encontro será dedicado ao espetáculo do grupo de teatro local Boca de Cena, no dia 8 de dezembro.
Após cada apresentação, o Clube de Espectadores reúne-se para um momento de conversa, partilha e reflexão coletiva em torno das experiências, questões e inquietações suscitadas pelas obras.
Este novo formato do Clube de Espectadores será moderado por Nuno Preto, ator e encenador. Fez parte do Teatro da Palmilha Dentada e colaborou com o Teatro Oficina, entre 2017 e 2020, como formador e ator. Posteriormente, colaborou com o Museu do Porto na coordenação e criação de conteúdos da Rádio Estação, entre 2020 e 2022. Atualmente, codirige o coletivo Espaço Invisível, estrutura de criação e mediação cultural com a qual desenvolve projetos artísticos e programas participativos.
O Clube propõe-se, assim, como um espaço de encontro, escuta, conversa e reflexão coletiva, onde diferentes práticas artísticas se cruzam com diferentes formas de ver, sentir e pensar enquanto espectadores.
SESSÕES & HORÁRIOS:
11 de outubro, 16h, Cine-Teatro São Pedro, Alcanena
Baile Mecânico, de Andresa Olimpio
24 de outubro, 15h00–19h50, Minde [Entrada gratuita]
Fantasie minor, Marco da Silva Ferreira + Mostras artistas em residência
6 de novembro, 21h, Cine-Teatro São Pedro, Alcanena
a.travessa.da, de Piny
8 de dezembro, Cine-Teatro Rogério Venâncio, Minde
Boca de Cena (a confirmar)
COMO FAZER A INSCRIÇÃO:
As inscrições podem ser feitas através deste formulário ou presencialmente, no local, após cada espetáculo. A participação no Clube de Espectadores é gratuita. Nos espetáculos com entrada paga, a Materiais Diversos assegura os bilhetes dos participantes inscritos no Clube. Os bilhetes reservados pela Materiais Diversos devem ser levantados na bilheteira do Cine-Teatro São Pedro, 30 minutos antes do início do espetáculo.
Nuno Preto
Nuno Preto (Porto, 1981) é encenador, escritor, ator e músico. Formou-se em Interpretação na ESMAE. Foi membro fundador do Mau Artista e, entre 2012 e 2017, foi membro residente do Teatro da Palmilha Dentada.
Como intérprete, trabalhou com diversos encenadores e projetos, embora o seu percurso se destaque pela permanência nas estruturas que integra. Colaborou com o Teatro Oficina entre 2017 e 2020, como formador e ator em diferentes espectáculos como Teatro da Alma e Arte da Comédia, com direção de João Pedro Vaz, tendo também dirigido Retábulos no contexto dos Festivais Gil Vicente, além de ter dirigido programas de mediação e formação com territórios periféricos de Guimarães. Desenvolve o seu trabalho de criação e programas de mediação em diferentes contextos institucionais, incluindo o Teatro Nacional D. Maria II, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Teatro Nacional São João, Teatro Municipal do Porto, Museu do Porto, e vários municípios.
No audiovisual, participou como ator em projetos de cinema e televisão, como Mosquito, Nothingness Club, A Pedra Sonha Dar Flor, A Sibila, Causa Própria, Daqui houve Resistência, entre outros projetos.
Desenvolve também trabalho na área da composição musical e dramaturgia, em projectos de dança e teatro como Em vez de um corpo, de Sara Martins, e Dia a Dia, de Ana Jezabel, Anormais de Paulo Calatre, Bando de Daniela Cruz, entre outros. Colaborou com o Museu do Porto como criador associado nos programas ESCUTA e DERIVA, e na coordenação e criação de conteúdos da Rádio Estação (2020–2022).
O seu percurso define-se pela direção artística e coordenação de projetos de participação e comunidade, como são exemplo os programas Atos do TNDMII e Gulbenkian, Calma é Só Amanhã com o Theatro Circo, Rflection, Resistance, programa internacional com Braga 25, Nordeste e Erre com a CRL, Futuros Partilhados – Partis & art for change, entre outros.
Com Daniela Cruz, fundou o colectivo Espaço Invisível, estrutura de criação e mediação cultural através da qual desenvolve projetos artísticos e programas colaborativos multidisciplinares.