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MD ❦ Institut français

Coreografias de Cooperação:
Ecologias de Cooperação no Sul da Europa

Três encontros para profissionais no âmbito de uma estratégia de cooperação cultural entre França, Espanha e Portugal, com a curadoria da Materiais Diversos (MD) em colaboração com o Institut français du Portugal e em parceria com a Culturgest e Alkantara festival.

Esta iniciativa procura fortalecer ecossistemas artísticos vizinhos através da partilha de recursos, conhecimentos e imaginários.

Operação apoiada pelo Ministère de l’Europe et des Affaires étrangères e pelo Institut français no âmbito da estratégia de promoção internacional das indústrias culturais e criativas através do dispositivo PICC. Com o apoio do Institut français de Espanha / Embaixada de França em Espanha e Ministerio de Cultura, Instituto Nacional de las Artes Escénicas y de la Música (INAEM), Oficina de Difusión de la Danza (ODD).

18 de setembro 2026

Quem pode partir para Marte?
Mobilidade, instituições e futuros culturais

Pequeno Auditório, Culturgest, Lisboa
10:00—18:00

23 e 24 de outubro 2026

Seminário FUTURΛ, durante o fim de semana materiais adversos

com Anne Kerzerho & Mawena Yehouessi

22 de novembro 2026

Alkantara Festival, Lisboa


Quem pode partir para Marte?

Mobilidade, instituições e futuros culturais

18 setembro 2026, Culturgest, Lisboa
Pequeno Auditório
10:00—18:00

Entrada livre, até ao limite da lotação e sujeita a inscrição via link.

Concebido como uma conferência utópica, este primeiro encontro, coorganizado com a Culturgest, usa a arte como um gatilho crítico para refletir sobre o presente e os possíveis futuros das instituições culturais europeias, promovendo a imaginação estratégica e a cooperação a longo prazo. Tomando La Distance, de Tiago Rodrigues, como ponto de partida, o encontro propõe um exercício coletivo de antecipação a partir de um mundo marcado pela precariedade, pelas alterações climáticas e pela ideia de exílio para Marte, deslocando o pensamento institucional das lógicas de imediatismo.

Programa

10:30–10:40 (10’) — Abertura de boas-vindas com Mathilde Vanackere (Institut Français, Lisboa), Cristina Planas Leitão e Sara Abrantes (Materiais Diversos), Mark Deputter (Culturgest)

10:40–11:00 (20’) — Keynote de Raquel Lima (artista transdisciplinar e investigadora decolonial)

11:00–11:15 (15’) — Café / Transição

11:15–13:00 (1H45) — Conversa: Mobilidade, produção e difusão ✴︎ Quem circula, quem fica e como construir intercâmbios reais? Quem tem efetivamente a possibilidade de “partir para Marte” e quem permanece para gerir as consequências?

Esta conversa propõe refletir sobre os regimes de mobilidade artística enquanto construções políticas, económicas e coloniais, interrogando quem tem acesso a financiamento, redes, vistos, infra estruturas e capital simbólico, e que corpos, práticas e geografias continuam estruturalmente imobilizados. Mais do que pensar mobilidade como uma questão logística, trata-se de discutir produção, difusão e circulação de forma integrada, sustentável e responsável, questionando a centralidade persistente da Europa enquanto principal lugar de legitimação e propondo modelos de cooperação mais equilibrados, bilaterais e comprometidos. O objetivo é contribuir para um ecossistema artístico mais diverso, resiliente e justo, onde a circulação se traduza em reciprocidade real e não apenas em inclusão discursiva.

Moderação: Angela Guerreiro, Artista independente, produtora e investigadora (PT)

  • Catherine Faudry, Conselheira para a Dança contemporânea no Institut français – Paris (FR)
  • Francisca Carneiro Fernandes, Gestora cultural e presidente da Pearle (PT)
  • Javier Cuevas, Diretor Artístico La Caldera, Barcelona (ES)
  • Paz Santa Cecilia Aristu, Diretora Geral do Instituto Nacional de las Artes Escénicas y de la Música (INAEM), Ministerio de Cultura de España.

15:00–16:45 (1H45) — Conversa: O que significa ser uma instituição cultural na Europa hoje? ✴︎ Política pública, economia e responsabilidade institucional

Num contexto europeu marcado por austeridade orçamental, precarização do trabalho cultural, urgência climática e crescente pressão para captação de recursos próprios, esta conversa propõe refletir sobre o que significa hoje programar e sustentar uma instituição cultural com autonomia artística e responsabilidade pública. Entre modelos de financiamento, dependências económicas, exigências de visibilidade e lógicas de mercado, o encontro interroga como redistribuir risco e recursos de forma mais equitativa, repensando a relação entre “grande forma”, circulação internacional e sustentabilidade. Inspirada por La Distance, de Tiago Rodrigues, a conversa abordará também questões de mobilidade, privilégio e acesso, procurando imaginar modelos institucionais mais cooperativos, transparentes e ecologicamente responsáveis, capazes de articular escala, cuidado, viabilidade financeira e liberdade artística.

Moderação: Cristina Planas Leitão, Diretora Artística da Materiais Diversos (PT)

  • Américo Rodrigues, Diretor-Geral das Artes (PT)
  • Anne-Cécile Sibué, Diretora adjunta ONDA (FR)
  • Leticia Martín Ruiz, Diretora Artística Festival GREC, Barcelona (ES)
  • Tiago Guedes, Diretor da Maison de la Danse e Diretor artístico da Biennale de la Danse, Lyon (FR / PT)

16:45–17:00 (15’) — Pausa

17:00–17:45 (45’) — Notas para continuar com Raquel Lima

Nota: As conversas decorrem em português ou em inglês, mediante a pessoa oradora. Sem tradução simultânea e não legendadas.

Pessoas oradoras

Raquel Lima © Matilde Fieski

Raquel Lima é poeta, arte-educadora, performer, ensaísta, curadora e artista transdisciplinar. Licenciada em Estudos Artísticos e investigadora em Estudos Decoloniais, com um interesse particular em oratura, Escravatura, movimentos Afrodiaspóricos e as suas práticas contemporâneas de escapismo, abstração e cura. Participou na Bienal de Veneza e na Bienal de São Paulo. Foi keynote speaker no Congresso Mundos de Mulheres na Universidade Eduardo Mondlane em Moçambique, e no Simpósio Race in Iberia na Universidade Estadual de Ohio. Curou a conferência Reformulating Authority and Authorship in the Arts na Culturgest, e publicou os livros de poesia Ingenuidade Inocência Ignorância e ÚLULU. Co-fundou a União Negra das Artes em Portugal e ganhou o Prémio Emma Goldman Award 2026.

@raquel_palmira
CES.UC

Angela Guerreiro © Carlos Porfirio

Angela Guerreiro é mãe, artista independente, produtora e investigadora. Licenciada pela Escola Superior de Dança de Lisboa, mestre em Terapia da Dança e do Movimento, em Heidelberg e formada no Somatic Movement Therapy Training (DE-SMTT), Nova Iorque. Frequenta o programa de doutoramento “Pós-Colonialismos e Cidadania Global”, CES-Universidade de Coimbra e é bolseira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Destaca os projetos: “DanceKiosk-Hamburg” (2005-2016); “SURVIVING DANCE – Art – Economy – Politics” (2011), partilha entre artistas e políticos sobre as condições “precárias” dos artistas das artes performativas em Hamburgo, nomeando-a como “uma das últimas ativistas independentes da dança contemporânea”, na revista Tanz Jahrbuch 2011; “The Live Legacy Project: Correspondences between German Contemporary Dance and the Judson Dance Theater Movement” (2014), sobre práticas da vanguarda americana dos anos 60 e o filme “The Live Legacy project – Documentation” (2016); “Me and My White Skeleton” (2021), exposição performativa, sobre a presença de corpos negros na Europa; “Projeto 1952 | Arquivo em Movimento: entre o Bairro e o Museu” (2024-2028), uma iniciativa da PARTIS & Art for Change, financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Fundação “La Caixa”.

Em Portugal, tem colaborado como investigadora e júri em diversos contextos de festivais, conferências, exposições e plataformas de dança. Co-fundadora da ANACA – Associação Natureza Arte Corpo e Alma nas funções de Presidente da Direção.

www.angelaguerreiro.de
www.dancekiosk-hamburg.de 

Catherine Faudry, Dance Project Manager, Artistic Cooperations and Cultural Industries Dpt, Institut français

Atualmente conselheira para a Dança contemporânea no Institut français, Catherine Faudry lidera iniciativas que favorecem a circulação e a cooperação artística internacional dos artistas da dança contemporânea francesa. Anteriormente, exerceu funções como Adida Cultural e Audiovisual na Embaixada de França na Sérvia, onde desenvolveu vários projetos regionais nos Balcãs. Nesse contexto, coordenou o programa Teatroskop, cujo objetivo é promover o setor das artes performativas no Sudeste europeu. Ao longo dos anos, ocupou vários cargos no Institut français, contribuindo para a definição de estratégias de desenvolvimento e o acompanhamento de companhias de artes cênicas e instituições culturais francesas a nível internacional. A sua carreira inclui também 17 anos no Brasil, onde esteve envolvida na cooperação internacional na área de audiovisual, artes cénicas e artes visuais.

Francisca Carneiro Fernandes, Gestora cultural e presidente da Pearle (PT)

Nascida no Porto, licenciou-se em Direito pela Universidade Católica Portuguesa e em Direção de Empresas da AESE – Escola de Direção de Negócios. Após estágio feito nos Serviços Jurídicos do Banco de Portugal, exerceu advocacia empresarial na Sociedade de Advogados “Carlos Osório de Castro, Eduardo Verde Pinho, J. J. Vieira Peres” no Porto. Em 2002, assumiu a subdireção do Teatro Nacional S. João, passando em 2007 a vogal e, em 2009, a Presidente do Conselho de Administração (cargo que exerceu até fevereiro de 2018). Entre fevereiro de 2018 e julho de 2022 foi Diretora Geral da Unidade Orgânica de Cultura da Ágora, que gere o Teatro Municipal do Porto (onde foi também, cumulativamente, Diretora Executiva), o Campus Paulo Cunha e Silva, a Galeria Municipal, o Cinema Batalha, entre muito outros projetos. Desde então assumiu a Direção de Novos Projetos, destacando-se neles os futuros Centros Culturais Matadouro e CACE. Foi membro do Conselho Geral da Universidade do Porto. Foi Presidente da Direção da Performart – Associação para as Artes Performativas em Portugal até novembro de 2023, data em que assumiu a vice-presidência desta Associação, cargo que exerceu até final de novembro de 2024. Entre 1 de dezembro de 2023 e 29 de novembro de 2024 assumiu funções como Presidente do Conselho de Administração do Centro Cultural de Belém. Entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 foi Administradora Executiva da Empresa Municipal “GO Porto Gestão e Obras do Porto, S.A.” tendo assegurado, entre outros, a gestão do Mercado do Bolhão. É membro do Conselho de Administração da União de Teatros da Europa desde 2018 e, em representação da Performart, membro da Comissão Executiva da PEARLE – Live Performance Europe, entre maio de 2023 a maio de 2025, data em que foi eleita Presidente dessa Federação Europeia de Organizações de Música e Performance ao Vivo. É atualmente técnica superior da Ágora, e Vereadora independente sem pelouro da Câmara Municipal do Porto.

Javier Cuevas, Diretor Artístico La Caldera, centro de criação de dança , Barcelona (ES)

Diretor artístico da La Caldera – Centre de Creació de Dansa (Barcelona) desde janeiro de 2024. Licenciado em Filosofia e Psicologia, é criador, intérprete e curador nas áreas da dança e das artes vivas, com trabalho centrado na dramaturgia do movimento e no acompanhamento artístico. Foi coordenador do Centro Párraga, em Múrcia, entre 2007 e 2010, e fundou e dirigiu, entre 2012 e dezembro de 2023, a LAV-C, Laboratorio de Artes Vivas y Ciudadanía, em Tenerife. Neste contexto, foi responsável pelas três edições bienais da Dance Interfaces, uma plataforma internacional dedicada à dança produzida nas Ilhas Canárias, e pelo programa regular Danza en breve, no Teatro Leal de La Laguna.

Colabora regularmente como curador e consultor artístico com diferentes administrações públicas, estruturas e festivais nacionais e internacionais. Coordena também projetos regulares de mediação e participação nas áreas da dança, artes vivas e território. Desde 2011, apresenta projetos como criador e dramaturgo da dança, trabalhando com artistas como Sonia Gómez, Sara Serrano, Amalia Fernández, Juan Domínguez, Paula Quintana, Aleksandar Georgiev, Alexander Iseli, Poliana Lima e Mari Paula, entre outros. O seu trabalho foi apresentado em Espanha, Alemanha, Argélia, Argentina, Brasil, Coreia do Sul, Itália, Malta, Noruega e Suécia.

É membro da Asociación de Artistas del Movimiento de Canarias PiedeBase e, entre 2018 e 2022, foi presidente da FECED (Federação Estatal de Associações de Empresas e Companhias Profissionais de Dança), integrando, nessa qualidade, o Conselho Estatal das Artes Cénicas e da Música.

Paz Santa Cecilia Aristu, Diretora-Geral do Instituto Nacional das Artes Cénicas e da Música. Ministério da Cultura.

Há quatro décadas que exerce funções como gestora cultural especializada nas artes cénicas, ligada à gestão e programação artística em todas as suas áreas — música, teatro, dança, circo e artes vivas —, em diferentes níveis de competência — tanto no setor privado como na administração pública — e contextos geográficos — a nível nacional e internacional. Esteve ligada, como diretora de produção ou diretora-adjunta, a entidades e instituições como o Centro Nacional de Nuevas Tendencias Escénicas (1987–1990), o Teatro de la Abadía, em Madrid (1995–1996), o Centro Andaluz de Teatro (1993–1994) e o Teatro Central, em Sevilha (1991–1992), bem como a projetos culturais de grande relevância, como a Expo’92 e Salamanca 2002.

Tem um longo percurso como diretora artística de festivais internacionais: Festival V.E.O. de Valência (2003–2006), Festival Escena Contemporánea (2009–2010), Festival IDEM (La Casa Encendida) (2013–2018), em Madrid, e como diretora-adjunta da direção artística da La Biennale de Teatro de Veneza (2013–2016). Entre 2009 e 2012, foi responsável pela Coordenação do INAEM. Trabalhou como consultora para diversas instituições culturais a nível municipal (Câmaras Municipais de Madrid, Valência e Lleida), regional (Centro Coreográfico Galego, Generalitat da Catalunha) e estatal (INAEM, Ministério da Cultura, Instituto Cervantes, Acción Cultural Española), e participou como membro de júris em numerosos prémios ligados à dança e às novas linguagens, bem como em mesas-redondas, conferências e cursos dedicados à gestão cultural e às artes cénicas comunitárias ou inclusivas, tanto em fóruns internacionais como em diferentes regiões de Espanha. Neste âmbito, criou, em 2008, as Jornadas sobre Inclusão Social nas Artes Cénicas, que em 2027 celebrarão a sua XVIII edição.

Entre 2017 e 2022, foi produtora executiva da La Ribot Ensemble, em Genebra, e membro do Conselho da Dança do Conselho Estatal das Artes Cénicas, entre 2019 e 2022 (INAEM–Ministério da Cultura). Em 2023, trabalhou na área das Artes Cénicas da AC/E (Acción Cultural Española), realizando um estudo sobre mobilidade internacional e avaliação do programa PICE (Programa para la Internacionalización de la Cultura Española), no âmbito do seu décimo aniversário.

Desde janeiro de 2024, é Diretora-Geral do Instituto Nacional das Artes Cénicas e da Música (Ministério da Cultura).

danza.es
@inaem_cultura

Cristina Planas Leitão, Diretora ArtísticaMateriais Diversos

Cristina Planas Leitão é curadora de artes performativas, dramaturga e coreógrafa. Trabalha como consultora e curadora para fundações, organizações culturais e empresas. A sua prática curatorial integrada centra-se no desenvolvimento de formatos criativos sustentáveis, novas narrativas e relações de cuidado no âmbito das artes performativas, manifestando um interesse crescente em práticas experimentais que sejam política e socialmente empenhadas. Está particularmente interessada nas intersecções entre práticas curatoriais, organizacionais, de investigação e educativas. Ao longo dos anos, Cristina tem esbatido as fronteiras entre disciplinas, nacionalidades e hierarquias, considerando o papel da curadoria como um de uma facilitação.

A partir de Abril de 2025, é Diretora Artística da Materiais Diversos (PT). Em 2025, co-fundou a SUPERNOVÆ, juntamente com Natalia Álvarez Simó (ES) – uma plataforma de consultoria e curadoria. Desde 2024, faz parte do grupo de curadores que contribuem para o novo Something Great Arts Centre (DE), cuja reabertura ao público está prevista entre 2026 e 2030. Desde 2024, coordena o Módulo de Investigação Artística na ArtEZ (NL) — Licenciatura em Artes/Artista de Dança. O seu trabalho como curadora e, posteriormente, como Diretora Artística do Teatro Municipal do Porto, do DDD – Festival Dias da Dança e do CAMPUS Paulo Cunha e Silva (2018-2024) deixou um legado transformador, incluindo o lançamento de um centro de residências chave em 2021, a expansão do alcance internacional da instituição e a promoção da colaboração global.

A sua influência não se esgota na curadoria, fazendo apoio dramatúrgico do novo trabalho de Marco da Silva Ferreira, Fcking Future; membro do júri da Plataforma Portuguesa das Artes Performativas (em 2023 e 2025) e nominator para o Prémio SEDA – Salaviza European Dance Award, pela Fundação Calouste Gulbenkian. Enquanto coreógrafa, Cristina considera o seu trabalho um ato de resistência e cuidado, aprofundando temas relacionados com movimentos sociais e políticos e a sua interação com o corpo performativo no contexto do teatro.

Anne-Cécile Sibué, Diretora-adjunta, Onda (Paris)

Anne-Cécile Sibué é Diretora-adjunta da Onda, o Gabinete Francês para a Difusão das Artes Performativas Contemporâneas, que integrou em Paris em 2023. A missão da Onda é promover e apoiar a difusão de obras de artes performativas contemporâneas de todas as disciplinas, sejam estas criadas em França ou no estrangeiro.

A Onda promove a cooperação e a partilha de práticas e experiências entre profissionais, em resposta às transformações atuais do setor. Liga artistas, espaços e profissionais da cultura através de aconselhamento artístico, encontros profissionais e apoio financeiro a espaços e festivais franceses para a apresentação de artistas franceses e internacionais.

Anne-Cécile tem desenvolvido o seu trabalho no setor independente das artes performativas, como produtora, consultora artística, curadora e diretora artística. Entre 2004 e 2016, fundou e dirigiu o Bureau Cassiopée, em Paris, apoiando artistas interdisciplinares na produção, circulação e gestão. Entre 2012 e 2016, foi Consultora Internacional no Nouveau Théâtre de Montreuil.

Foi membro da direção do IETM entre 2013 e 2019 e sua Presidente entre 2017 e 2019. Entre 2016 e 2022, foi Diretora Artística e Geral do Black Box teater, um espaço de programação multidisciplinar dedicado à cena independente das artes performativas, onde coordenou tanto a programação ao longo do ano como o Oslo Internasjonale Teaterfestival.

Leticia Martín Ruiz, Diretora Artística Festival GREC, Barcelona (ES)

Nascida em Granada, Leticia Martín Ruiz é Diretora do Festival Grec de Barcelona desde 2025. Gestora cultural e profissional das artes performativas, desenvolveu o seu percurso em algumas das principais instituições culturais de Espanha, incluindo o Gran Teatre del Liceu, os Teatros del Canal e a Fundación SGAE, bem como através de numerosas colaborações com organizações culturais públicas e privadas. O seu trabalho tem-se centrado na programação artística, no desenvolvimento de públicos, nas políticas culturais e na cooperação internacional. Enquanto Diretora do Grec, promove a criação contemporânea, o diálogo intercultural e relações significativas entre comunidades artísticas locais e internacionais, reforçando o papel do festival como uma importante plataforma de intercâmbio artístico.

Tiago Guedes, Diretor da Maison de la Danse e Diretor artístico da Biennale de la Danse, Lyon (FR / PT) © B. Soulage

Tiago Guedes desenvolveu uma carreira como bailarino e coreógrafo antes de assumir, em 2014, a direção artística do Teatro Municipal do Porto e, posteriormente, a direção do Departamento de Artes Performativas da Câmara Municipal do Porto. Em 2016, criou o Festival Dias da Dança e, em 2021, o Centro de Residências e Criação Artística Campus Paulo Cunha e Silva.Desde julho de 2022, Tiago Guedes é diretor da Maison de la Danse e diretor artístico da Biennale de la Danse. O seu projeto para Lyon assenta numa forte ligação ao território e num reforço da presença dos artistas. Pretende afirmar a Maison de la Danse como o palco de todas as danças, a Biennale de la Danse como o festival da criação contemporânea e os futuros Ateliers de la Danse como um espaço dedicado à criação e às práticas artísticas.


FUTURΛ Seminário

O trabalho artístico como milieu, o festival como milieu com Anne Kerzerho & Mawena Yehouessi

23—24 outubro 2026
Centro Ciência Viva do Alviela, Alcanena
inserido no fim de semana materiais adversos

Candidaturas abertas através do formulário até 15 de setembro.

FUTURΛ é um convite à reinvenção das práticas curatoriais: um espaço entre pares para imaginar futuros possíveis com coragem, cuidado e abertura ao que ainda está por nomear.

Seminário dirigido a programadores, artistas e agentes culturais, FUTURΛ oferece um espaço de escuta, de intercâmbio crítico e de experimentação, respondendo à necessidade urgente de repensar a prática curatorial na atualidade. A partir de uma perspetiva feminista interseccional, reúne profissionais das artes performativas num encontro dedicado à curadoria enquanto prática artística, política e social.

Ao longo destes dois dias de seminário, exploraremos de que forma a convergência entre processos artísticos, investigação baseada na prática e pedagogias experimentais promove uma abordagem situada e contextualizada das práticas artísticas e curatoriais, convidando simultaneamente a uma reconfiguração das relações entre artistas, produtores e públicos, assente na solidariedade. Num momento de renovadas pressões totalitárias em todo o mundo, interrogamo-nos sobre a forma como as nossas práticas e redes continuam a ser decisivas para fomentar uma capacidade coletiva de construir formas radicais de estar em comum.

Este encontro realiza-se no âmbito de uma iniciativa apoiada pelo Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros de França e pelo Institut français (PICC), dedicada ao fortalecimento de redes transnacionais de cooperação artística e à experimentação de modelos mais sustentáveis de produção, circulação e apoio à criação contemporânea.

 

QUEM PODE CANDIDATAR-SE?
Profissionais da cultura, com experiência e/ou prática na área da programação, curadoria, investigação, produção; outras pessoas interessadas.

VALOR DA CANDIDATURA:
100€

VALOR INCLUI:
– Alojamento (em camarata no Centro Ciência Viva do Alviela, CCVA)
– Refeições
– Seguro de Acidentes Pessoais
– Transporte entre Fátima/Entroncamento e o CCVA – à chegada e à partida (se necessário)

HORÁRIOS:
– 23 de outubro, sexta-feira
15h30—19h00

– 24 de outubro, sábado 
10h30–12h30

FORMULÁRIO DE CANDIDATURA

Anne Kerzerho (FR), Diretora Plataforma Parallèle, pratiques artistiques émergentes internationales.

Ao longo de um percurso profissional dedicado à dança e às artes performativas em instituições de referência, Anne Kerzerho desenvolveu diferentes formas de acompanhamento de artistas, abrangendo a produção, a programação e o desenvolvimento de programas de investigação no campo da dança. Durante quinze anos, contribuiu para o desenvolvimento profissional de novas gerações de artistas coreográficos, primeiro como diretora pedagógica da École Nationale Supérieure de Danse Contemporaine do CNDC, em Angers, e posteriormente no âmbito do programa de mestrado exerce, no CCN de Montpellier. Desde setembro de 2025, é diretora da Parallèle – pratiques artistiques émergentes internationales. Com formação em ciências sociais e estudos de dança, coloca no centro da sua prática a permeabilidade entre as artes e os diferentes campos do conhecimento, bem como entre as artes e a sociedade.

Mawena Yehouessi (FR), Curadora, investigadora, artista

Mawena Yehouessi (n. 1990) é curadora, investigadora e artista, cuja prática e posicionamento ético têm na colagem uma metodologia de emancipação coletiva. Após estudos em Literatura, Filosofia, Gestão de Projetos e Dança Contemporânea, fundou, em 2015, o coletivo Black(s) to the Future, iniciando um percurso situado na intersecção entre arte, investigação e ativismo. Descreve-se como uma «collisionist» (colisionista), explorando as fricções e os encontros entre disciplinas, formatos e narrativas. Em 2024, concluiu o primeiro doutoramento em Investigação Artística da Villa Arson e da Université Côte d’Azur, com uma tese intitulada Poiéticas Afrofuturistas: Tecer Tramas na Intersecção entre a Colagem e a Curadoria. Desde 2025, leciona na École nationale supérieure des Beaux-Arts de Lyon. Concebeu exposições e programas públicos em instituições como Bétonsalon, La Box, Villa Arson, Fondation Ricard e Berghain/LAS, desenvolvendo simultaneamente atividades pedagógicas na Europa e além dela, nomeadamente na HEAD–Genève e na ENSA Paris-Malaquais. Os seus dois primeiros filmes coletivos, Sol in the Dark e Joy Boy, estrearam-se na 72.ª (2022) e na 76.ª (2026) edições da Berlinale, respetivamente. O seu trabalho visual foi apresentado no Beursschouwburg, na Triennale de Dunkerque, na Tanzhaus Zürich, no deSingel e no IAC—Villeurbanne/Rhône-Alpes. Traduziu ainda para francês vários textos de Fred Moten, e os seus próprios escritos foram publicados na e-flux Architecture, ADesk*, Klima, The Funambulist e em diversos catálogos de exposições.


Alkantara Festival

22 de novembro 2026

Mais informações em breve.

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