MD ❦ Grand Studio
A Materiais Diversos e o Grand Studio mantêm, desde 2016, uma parceria dedicada ao intercâmbio de residências artísticas, promovendo a circulação e o encontro entre artistas sediados nos contextos de cada estrutura. Um gesto de cruzamento que cria tempo, relação e continuidade entre diferentes geografias, práticas e comunidades artísticas.
4 a 10 de maio 2026 — Bruxelas
Standing Ancestors, de Piny, no âmbito do programa Artista Acompanhada e do projeto europeu DRIFT – Dance and Research in the Future Time (Wave #1). Esta investigação será apresentada no DRIFT Research Showcase, em novembro, no BIT Teatergarasjen (NO).
18 a 26 de julho 2026 — Alcanena
Projeto de Vilma Pitrinaite, em residência no Centro Ciência Viva do Alviela.

© Jérôme van Belle
Vilma Pitrinaite em residência artística em Alcanena
Em parceria com o Grand Studio, acolhemos a artista Vilma Pitrinaite no Centro Ciência Viva do Alviela, em Alcanena, de 18 a 26 de julho de 2026.
Revelada no festival Aerowaves, Vilma criou várias obras que demonstram ousadia e imaginação. Miss Lithuania, apresentada cerca de cinquenta vezes, leva a linguagem e o corpo ao limite da exaustão enquanto desconstrói a figura da rainha da beleza. Somaholidays transporta para o palco os códigos coreográficos e os rituais das pistas de dança e dos clubes noturnos. A trilogia MATCH explora a competição através de manifestações grotescas de ego e agressividade, estabelecendo ligações entre o social, o animal e o nacional.
Desde o período de confinamento, Vilma tem vindo a explorar a figura da rebelde. A performance It’s Not Your Dream, que partilha a energia positiva e criativa presente na recusa da submissão e na rebelião contra regras impostas tanto pelos outros como por si própria, valeu-lhe o Golden Cross, o mais importante prémio das artes performativas da Lituânia, na categoria de Melhor Bailarina, em 2022.
O seu mais recente solo, When you’re alone in your forest always remember you’re not alone, coloca em cena um corpo em resistência e afirma-se como um ritual contra o sentimento de impotência gerado pelos acontecimentos recentes na Europa de Leste.
O seu novo projeto, COMMONWOUND, centra-se no fenómeno do trauma e aprofunda o interesse contínuo de Vilma pela rebelião, pelos corpos femininos indisciplinados e pelas práticas contemporâneas de resiliência. Através da dança — em particular do krump contemporâneo —, do canto e de situações performativas marcadas por um humor absurdo, explora figuras femininas que oscilam entre a vulnerabilidade e a força, a condição de vítima e a capacidade de agir, o humano e a máquina, recorrendo, entre outros elementos, à utilização de um looper.