MD ❦ Estúdios Victor Córdon
A Materiais Diversos mantém uma parceria com os Estúdios Victor Córdon (EVC) no âmbito do acolhimento de residências artísticas, proporcionando aos artistas que acompanha condições de investigação, criação e desenvolvimento dos seus projetos em Lisboa. Esta colaboração reforça o compromisso da Materiais Diversos com o acompanhamento sustentado de percursos artísticos, criando contextos complementares de trabalho e aprofundamento das práticas que apoia.
Residências MD ❦ EVC
14–18.09.2026
Luísa Saraiva
19–25.09.2026
Natacha Campos

Luísa Saraiva © Dinis Santos
A nova pesquisa tenta pensar os processos de produção sonora como modelos de relação dinâmica entre corpo, circulação, reverberação e transmissão. Tomando o Leslie speaker e o orgão Hammond como metáforas coreográficas, nesta residência, inicio uma investigação itinerante sobre as relações entre diferentes práticas musicais e formas de fisicalidade associadas.
Luísa Saraiva é coreógrafa, nascida no Porto, e vive entre o Porto e Berlim. O seu trabalho coreográfico explora a linguagem do corpo e da voz, situando-se na intersecção entre o movimento e a composição musical. Tem desenvolvido uma extensa pesquisa sobre o património oral português com uma perspetiva crítica na relação entre tradição, género e poder. Nos últimos anos tem orientado oficinas e participado em debates sobre saúde mental na dança. É co-directora do festival MULA com Cristina Planas Leitão.

Natacha Campos © Vitorino Coragem
I-HÓN surge como um solo que se constrói na fronteira entre o cómico e o trágico, o íntimo e o político. É uma reflexão performativa sobre o que persiste, e o que se transforma, quando o corpo tenta dançar entre mundos, línguas e memórias.
Natacha Campos, filha de pais angolanos nascida no final dos anos 90, tem habitado as linguagens da dança, teatro e performance. A sua pesquisa foca no confronto entre o visível e o invisível, o íntimo e o
público, numa tentativa de encontrar os denominadores comuns no aparentemente antagónico.
02–04.11.2026
Piny
Standing Ancestors
05–13.11.2026
Filipe Pereira
Arranjinhos

© Bruna BSA
Natural de Lisboa, de ascendência portuguesa e angolana, Piny formou-se em Arquitectura e Dança Contemporânea em Lisboa. Estuda danças do Norte de África e suas fusões contemporâneas, e desde 2006 também se dedica à cultura Hip Hop, Clubbing e Ballroom. Desenvolve o seu percurso entre a interpretação e a criação. Iniciou o festival OU.kupa.
Standing Ancestors mergulha na imaginação radical e na especulação, explorando tensões de realidades pós-coloniais por resolver. Dança e música tornam se práticas de êxtase, resistência, celebração e sobrevivência, transportando a memória como peso e sonho. Práticas cerimoniais entram em colisão com cyphers e dancefloors densos.
Filipe Pereira é coreógrafo, intérprete e designer floral. O seu trabalho tem-se desenvolvido a partir de uma reflexão sobre a hierarquia dos dispositivos nas artes cénicas, aplicando a coreografia em diversos elementos constituintes de um espetáculo, como a luz e cenografia.
Esta primeira residência artística procura iniciar um diálogo entre a composição floral e os contextos contemporâneos de encontro e interação social, como as aplicações digitais. Um gesto exploratório que investigará a relação entre flores, desejo e conexão humana.